| “Requerer asilo é correcto!”, Dia Mundial do Refugiado |
| Quinta, 20 Junho 2013 08:40 | |||||||||
A protecção internacional, como um direito dos refugiados e que a Cruz Vermelha defende, coloca-se quando o país de origem demonstrou não ser capaz ou não quer proteger esses mesmos direitos. O sistema de protecção internacional, de que a Convenção de Genebra de 1951 é o principal pilar, procura assegurar que os refugiados beneficiem de protecção num país de acolhimento. Para chamar a atenção sobre os desafios para aceder à protecção internacional e procura de asilo na Europa, a Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) e várias sociedades nacionais da Cruz Vermelha na Europa, juntaram-se neste Dia Mundial dos Refugiados para lançar a iniciativa conjunta “Requerer asilo é correcto!”. Esta campanha procura sensibilizar que requerer asilo é um direito que os Estados Membros da União Europeia devem respeitar de acordo com a legislação europeia e internacional e sublinhar junto do público em geral, decisores e líderes de opinião que o direito a aceder à protecção internacional requer que se estabeleçam as adequadas vias legais.
A iniciativa conjunta “Requerer asilo é correcto!” faz parte de um apelo da Cruz Vermelha aos governos para que assegurem que os migrantes, independentemente do seu estatuto legal, possam aceder ao apoio de que necessitam e sejam sempre tratados com respeito e dignidade. Os principais objectivos desta campanha são apresentar as vulnerabilidades acrescidas dos migrantes que procuram protecção internacional em países europeus e defender a necessidade de mudanças. Para saber mais sobre esta campanha, clique aqui.
A CVP pertence à Rede Alargada de Instituições para o Acolhimento e Integração de Refugiados em Portugal criada em 2005. Presta serviços de Restabelecimento dos Laços Familiares directamente a refugiados e requerentes de asilo, incluindo a pesquisa e localização de familiares separados, tendo como grupo prioritário menores não acompanhados. Em Portugal, no ano de 2012 foram apresentados cerca de 300 pedidos de asilo, sendo 54 deles menores. O maior número de pedidos foi efectuado por nacionais da Guiné Conacri. Numa altura em que o número de refugiados no Mundo não pára de crescer por força das emergências na Síria, Mali, Sudão do Sul e República Democrática do Congo, a Cruz Vermelha sublinha as vulnerabilidades acrescidas dos migrantes que procuram protecção internacional em países europeus, defendendo a necessidade de mudanças.
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