| Comité Internacional da Cruz Vermelha apela à contenção no Burundi |
| Sexta, 22 Maio 2015 09:40 | ||||||
"Estamos muito preocupados com as repercussões da violência que está a acontecer no Burundi,” disse Georgios Georgantas, chefe da delegação do CICV no Burundi. Os acontecimentos das últimas semanas já resultaram em algumas mortes e mais de 370 pessoas feridas. Centenas de pessoas foram presas e mais de 100 mil burúndios fugiram para as fronteiras. "As pessoas têm que se lembrar que a vida humana e a dignidade têm de ser respeitadas em todas as circunstâncias e que o pessoal de cuidados de saúde e os centros médicos devem ser poupados e protegidos contra atos de violência e vandalismo“, disse Georgantas. O CICV pede também que a polícia cumpra as normas e os regulamentos em vigor, de modo a que o uso da força seja reduzido ao mínimo absoluto. A crise aumentou as necessidades na capital Bujumbura e nos países vizinhos, forçando o CICV a intensificar o seu apoio.
Estão a ser coordenados com as Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha vizinhas do Burundi, esforços para restabelecer o contacto entre pessoas de famílias separadas. No Ruanda, onde cerca de 26 mil pessoas fugiram nas recentes semanas de acordo com as estimativas do governo, foram estabelecidas mais de 2.800 chamadas telefónicas, permitindo que cerca de 1.700 famílias restabelecessem contacto. Foram também registadas, cerca de 400 crianças separadas dos seus pais, sendo que destas, 190 conseguiram contactar a sua família no Burundi. Na Tanzânia, foram registadas 120 crianças desacompanhadas e perto de mil chamadas foram feitas. Pelo menos 43 famílias foram reunidas no campo de refugiados perto de Kigoma. O CICV está cautelosamente a monitorizar a situação dos refugiados na República Democrática do Congo, onde 3 crianças desacompanhadas já foram registadas. O CICV está ativo no Burundi desde 1993. Promove regularmente sessões de esclarecimento sobre Direito Internacional Humanitário junto de soldados das forças armadas no Burundi que são chamados a ajudar a polícia com o controlo da população. |


